Cannes: Luz, Câmera e Diversão

Cannes: Luz, Câmera e Diversão cannes fr

 

Cannes é aquela cidade que o turista acha que conhece, por conta de sua presença maciça nas mídias durante o Festival de Cinema e o Festival de Publicidade, mas que ao visitar, ele descobre um destino inusitado e divertido.

 

É bem verdade que a primeira impressão quando se chega à cidade é de riqueza e ponto final. Não raro, do táxi,  se vê Ferraris e Lamborghinis disputando nas ruas os olhares dos passantes. A grande avenida, La Croisette, é uma passarela de mulheres lindíssimas, com sacolas de grandes marcas, entrando em  hotéis icônicos. Martinez, Ritz Carlton e Majestic Barrière trazem em seus lobbies e bares, alguns com crooners, a fleuma de terem recebido os maiores nomes do cinema. Com um pouco de sorte, em épocas específicas do ano, é possível trombar com algum dos grandes nomes de Hollywood nos corredores e elevadores desses hotéis. Mas por favor, noblesse oblige não pedir autógrafo e tampouco fazer foto no elevador com iphone. Afinal, nesses lugares, mesmo aqueles que não tem os nomes nas revistas de celebridades são tão importantes e bem tratados quanto os astros e estrelas das grandes telas. Os hotéis mais novos, como o elegante e jovem JW Marriot trazem a inspiração cinematográfica em seu conceito.

 

Mas se todos conhecem esse lado da cidade, poucos sabem na cidade que há uma ilha, a Saint Honorat, onde vivem 22 monges que produzem um vinho de garage, que se pode comprar, e que a propriedade há pouco mais de dez anos foi aberta para visitação pública. Além de uma Natureza exuberante é possível, do velho mosteiro, datado da idade média e em ruínas, fazer belíssimas fotos da Riviera Francesa.

 

Para quem busca uma experiência menos gastronômica e espiritual, há a ilha de Sainte Marguerite, com um pitoresco museu do mar, a cela onde viveu o homem da máscara de ferro (o verdadeiro, que inspirou Alexandre Dumas) e uma praia convidativa onde se pode descansar e tomar banho de mar. 

 

Não deixe, como em toda França, de passar no mercado coberto ( les halles) de Cannes e provar a famosa socca ( uma “panqueca” da região) e repor a sua cozinha gourmet com vários tipos de sal e temperos.

 

Lojas para compras não faltam, mas se puder diminuir o ímpeto consumista, o turista deve privilegiar uma visita ao museu Castre. Trata-se de uma versão menor do famoso Museu Quai Branly, em Paris, especializado em arte e história de povos nativos da África, Ásia e Américas. Uma coleção de um nobre holandês que escolheu Cannes, como vários aristocratas ingleses, no séc XIX como segunda residência.