As grandes personagens da história de França

  • Estátua de Vercingetorix

    Estátua de Vercingetorix

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  • Estátua de Francisco Iº

    Estátua de Francisco Iº

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  • Estátua equestre de Luís XIV

    Estátua equestre de Luís XIV

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As grandes personagens da história de França france fr

A história de França é repleta de grandes homens e mulheres inteligentes e decididos, cuja lenda é conhecida por todos. Gostaria de saber mais sobre Joana d'Arc, Luís XIV ou, alguém mais perto de nós, como Georges Pompidou? Passeios históricos, castelos, jardins, além de museus e memoriais irão entretê-lo nos passos destas personagens emblemáticas.

 

Da época galo-romana à Idade Média.

Nascido por volta do ano de 80 a.C., em Auvérnia,
Vercingétorix é o mais famoso dos chefes gauleses. Após inúmeras batalhas para reunir toda a Gália, venceu César, em Gergovie, no ano de 52 a. C., antes de ser derrotado, pouco tempo depois, na Alésia. Reviva a Guerra da Gália no MuseoParc Alésia, na Borgonha.

Outra grande personalidade com poder de união, Carlos I, o Grande (conhecido como Carlos Magno) é famoso por ter restaurado o grande Império Ocidental e por ter decretado a instauração de escolas livres e gratuitas. Em Poitou, um passeio "Carlos Magno" faz uma paragem na abadia de Charroux, uma das mais belas aldeias de França, onde irá admirar a torre octogonal chamada "de Carlos Magno". A influência da igreja foi ainda mais importante durante o reinado de Luís IX, chamado de Saint-Louis, que inaugurou, em 1248, a Sainte-Chapelle na Île de la Cité, destinada a abrigar as santas relíquias de Jesus, adquiridas pelo rei.

Dois séculos mais tarde, em 1425, o arcanjo São Miguel apareceu a uma jovem camponesa de Lorraine, e ordenou-lhe que levasse o delfim até Reims, para que fosse abençoado e para "expulsar os ingleses de França". Obstinada, Joana d'Arc devolveu Charles VII à Chinon, em 1429: este encontro mítico deu início a uma virada decisiva na guerra dos Cem anos. De Domrémy à fogueira em Rouen, revive a epopeia e o mito de Joana d'Arc na fortaleza real de Chinon.

 

Da Renascença à Revolução Francesa.

Em 1515, Francisco I tornou-se rei de França. Escolheu, como emblema, a salamandra, que pode ser encontrada facilmente nos telhados e paredes do Castelo de Chambord, no Vale do Loire. Depois da sua vitória contra os milaneses em Marignan, teve um reinado poderoso. Enviou Jacques Cartier para explorar o Rio Saint-Laurent no Quebec, e fez do francês a língua oficial para a administração, em vez do latim. Em 1533, o segundo filho de Francisco I, Henri, casou-se com Catarina de Médici, que iria, mais tarde, se tornar regente. amante do luxo e das festas, a mãe de Carlos IX foi uma verdadeira princesa da Renascença: foi, junto com a amante do seu marido, Diana de Poitiers, a inspiradora dos jardins de estilo francês do Castelo de Chenonceau. Durante as guerras religiosas, procurou apaziguar os problemas do reino, mas França só foi pacificada com a chegada de Henrique de Navarra.

O futuro Henrique IV nasceu no Castelo de Pau, que é, atualmente, um museu nacional totalmente dedicado ao "bom rei Henrique" que abriga a famosa carapaça de tartaruga que lhe teria servido de berço. Assassinado em 1610 por Ravaillac, Henrique IV foi o fundador da Dinastia Bourbon. Com seu reinado, cada vez mais autoritário, abriu as portas para o absolutismo de Luís XIV, seu neto. Sendo o castelo a expressão do poder, o "Rei Sol" ampliou, ao longo de seus 72 anos de reinado, o Palácio de Versalhes, onde Le Nôtre foi o responsável pela criação dos jardins. Ao mesmo tempo em que se atentava à unificação e à centralização da administração, protegia as artes e letras, e chamou à corte artistas e escritores (Le Brun, Racine, Molière…). Um século mais tarde, Maria Antonieta, a esposa de Luís XVI, também se rendeu ao charme do domínio de Versalhes. Apreciadora dos divertimentos, a rainha mandava organizar espetáculos teatrais e ressuscitou os grandes bailes. Começou a passar cada vez mais tempo no Petit Trianon, oferecido pelo rei, ou ainda no Hameau, uma aldeia verdadeiramente pitoresca, palco de todas as peças. Executada em 1793 durante a Revolução Francesa, seus restos mortais foram depositados, em 1815, na cripta da Basílica Saint-Denis.

 

Século XIX: os dois Impérios.

"Estava sobre a Europa, como uma visão extraordinária" Assim, Victor Hugo prestou homenagem a Napoleão I, no seu discurso de receção na Academia Francesa. Nascido em Ajaccio, na Córsega, Napoleão Bonaparte foi consagrado imperador da França no dia 2 de dezembro de 1804. Seu reinado foi marcado por uma longa série de guerras, das quais inúmeras avenidas parisienses lembram os nomes: Iéna, d’Eylau, de Friedland… Após a derrota pela campanha da Rússia, Napoleão abdicou em 1814. Foi exilado na Ilha de Elba, de onde fugiu para voltar a Paris e reconquistar o poder: até os dias de hoje "a rota Napoleão", entre Golfe-Juan, na Côte d’Azur, e Grenoble, nos Alpes, segue o trajeto realizado em março de 1815 pelo imperador.

Foi somente após a Restauração, a Monarquia de Julho e, em seguida, a 2ª República, que Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão I, se tornou o presidente da República, eleito por sufrágio universal. Consagrado imperador no ano de 1852, após um golpe de Estado, Napoleão III contribuiu para o desenvolvimento económico e industrial de França, devido, principalmente, às estradas de ferro. Enquanto o Barão de Haussmann transformava Paris numa capital moderna, Ferdinand de Lesseps se encarregava da abertura do Canal de Suez, no Egito.

 

5ª República do século XX.

Símbolo da resistência durante a Segunda Guerra Mundial e principal personalidade da elaboração da Quinta República, o general De Gaulle representou a França durante diversos anos. Inaugurado em 2008, em Colombey-les-deux-églises, o Memorial Charles de Gaulle é um verdadeiro encontro com a história do século XX, e também um encontro com o General em sua intimidade.

Após sua demissão em 1969, Georges Pompidou se instalou no Palácio do Eliseu. O período em que foi presidente marcou o último suspiro dos Trente Glorieuses (Os Gloriosos Trinta), pouco antes do primeiro impacto do petróleo. Durante uma conferência com a imprensa, Pompidou começou a descrever a França: ""A boa gastronomia… O Folies Bergères… A alta-costura…"". Após uma breve pausa, ele acrescentou: ""É isso! A França deu início, em grandes escalas, a uma revolução industrial! "" Foi o começo dos projetos Airbus, Ariane, Concorde. Grande amante das artes, ele desejou criar, no coração de Paris, uma instituição cultural original, totalmente voltada para a criação moderna e contemporânea: o que se tornou o Centro Pompidou, inaugurado em 1977 e considerado uma das construções emblemáticas do século XX. A cultura também tem um lugar de extrema importância nos dois septenários de François Mitterrand, que estabeleceu a festa da música (todos os anos, no dia 21 de junho) e inaugurou diversas grandes instituições em Paris: a Géode no Parc de la Villette, o Museu de Orsay, o Instituto do Mundo Árabe, o grande Louvre, a ópera da Bastilha, a Biblioteca Nacional da França (atualmente Biblioteca François Mitterrand). Também promoveu a arquitetura contemporânea com a criação do grande Arco de la Défense a e pirâmide do Louvre.