O Abeto, árvore de Natal

  • © Atout France / Jean-François Tripelon-Jarry

O Abeto, árvore de Natal

 

É na Alsácia, na Biblioteca Humanista de Sélestat, onde se encontra a primeira menção escrita da venda de abetos em 1521 nos arquivos da cidade. E de facto, a Alsácia é o berço da árvore de Natal. Eis a sua pequena história…

A existência das árvores decoradas em Alsácia vem da Idade Média.
No 24 de Dezembro, um abeto era colocado no coro das igrejas onde, aquando do Jogo " de Adão e Eva", representava a árvore do Paraíso com maçãs que lembravam o fruto da tentação.
Ao fio do tempo, foi-se acrescentando-lhe hóstias, símbolo eucarístico e dos frutos da redenção.
É assim que, progressivamente, os paroquianos foram substituir os ramos de abetos por árvores inteiras decoradas desta maneira, sem dúvida desde o início do século XVI.

Os primeiros abetos eram então suspensos ao tecto com uma maçã na base, ou decorados de pequenas maçãs vermelhas chamadas "Christkindle". A partir do final do século XVI, foi-se acrescentando rosas e outras flores em papel policromo, ou as vezes em finas folhas de metal dourado trabalhado, lembrando a árvore de Jessé que representa a filiação do Cristo, mas também a Rosa de Natal.
Seguidamente vêm no fim do século XVIII e no início do século XIX, na decoração, as nozes douradas e prateadas. As hóstias foram pouco à pouco substituídas pelos Bredele, e confeitarias em espuma de açúcar, massa de amêndoa e pão de anis.

Na segunda metade do século XIX, espalha-se o uso de imprimir e de pressionar imagens brilhantes, recortadas e pressionadas em relevo, coladas em personagens feitos de açúcar ou de chocolate. Foi inventado o açúcar em pó e unta-se o Bredele com granulados coloridos. Os pães de especiarias são então magnificamente decorados com açúcar e imagens impressas.

Por último, aparecem desde o final do século XIX até hoje, os caracteres de cera, nomeadamente os pequenos anjos, vestidos de finas folhas de metal dourado e prateado, com as quais confecciona-se também fitas ou estrelas. Doura-se as pinhas. Decora-se também de bolas, de fusos, de sinos, de cabelos de anjos e de bolas de vidro soprado, inspiração dos vidreiros de Meisenthal.