Tire o seu tempo ao chegar a Cayenne. Desfrute do ambiente do mercado e da arquitetura colonial… Depois, faça como eu o percurso de Rorota: uma caminhada de 1h30 pela floresta equatorial para terminar numa bela praia. Abra bem os olhos para ver as preguiças agarradas aos ramos das árvores.
Porquê no domingo? Pelo mercado, indispensável. A Guiana possui uma população muito diversificada. Em Cacao, a comunidade asiática hmong está muito presente, pelo que aproveitei para comer um bom arroz, peixe frito e rolos de primavera, tão bons como no Vietname! Mas antes do almoço, não perca a magnífica visita guiada do museu dos insetos: Le Planeur Bleu.
Chega de canoa, ao anoitecer, ao ecolodge flutuante, todo de madeira, em pleno pântano. Ao jantar, o ambiente é muito alegre. E no meio da noite, volta à canoa para observar os caimões! É extraordinário.
A 45 minutos de avião a hélice, cá estamos oficialmente no fim do mundo (faça algumas compras antes em Cayenne). Não há ecrãs, nem rede. Só os seus pés, encontros inusitados e caminhadas espetaculares no meio da floresta equatorial.
A canoa leva-o de Maripasoula a Grand-Santi entre 4 e 5 horas. Mas conte, pelo menos, com dois dias para chegar a Saint-Laurent. Para além disso, em cada paragem vai ter vontade de ficar… As aldeias bushinengues junto ao rio acolhem-no com um ambiente único.
Dormir nas árvores, como um sonho de criança. No Camp Canopée, pode pendurar a sua cama de rede nas cabanas, a 20 metros de altura, ligadas por pontes suspensas. A sua estadia inclui ainda um passeio com guia pela floresta e um percurso com atividades.
A aventura até ao fim: pensava que ía acabar a viagem de forma descontraída numa praia paradisíaca, mas aqui estamos à Indiana Jones! Caminhos de pedras, cheios de vegetação, que o levam até às ruínas de uma antiga prisão, cercadas por macacos e cutias, roedores locais muito engraçados.
- A aldeia de Awala: pela sua praia sossegada, para observar (respeitosamente) as tartarugas marinhas e para descobrir a cultura indígena dos Kali’nas.
- Kourou: pelo museu do Espaço, claro, mas também para provar um madras (hamburger guianense) nas roulottes da praça das palmeiras.
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